O segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25) foi marcado por questionamentos à Justiça Eleitoral. As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram pedidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ampliar o horário de votação até as 19h em diferentes municípios brasileiros.
A campanha de Lula denunciou dificuldades no transporte coletivo, inicialmente em Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana, na Bahia. Posteriormente, ampliou a solicitação para localidades de outros estados, alegando que a redução da circulação de ônibus prejudicou o deslocamento de eleitores.
Já a campanha de Flávio Bolsonaro solicitou a prorrogação em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A defesa apontou chuvas intensas, alagamentos, interdições de vias, falta de energia e mudanças nos locais de votação como justificativas para a medida.
Em Minas Gerais, uma ação da Federação Brasil da Esperança também resultou em determinação judicial para garantir transporte intermunicipal gratuito, com frequência equivalente à dos dias úteis.
Os pedidos estão sob análise da Justiça Eleitoral. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, informou que as solicitações seriam avaliadas conforme as informações apresentadas.
A controvérsia levanta uma questão fundamental: assegurar que dificuldades de transporte ou acesso não impeçam os cidadãos de exercer o direito ao voto.


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