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Cadeirantes procuram a Câmara de Camaçari para resolver demanda de saúde

 De acordo com relatos dos cadeirantes, há 3 meses eles só recebem gaze e sonda, o que não é suficiente para manter a higiene.

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Alguns cadeirantes procuraram a Câmara Municipal, na manhã desta quinta-feira (25/10), para pedir apoio do legislativo em relação a uma demanda da saúde. Eles solicitam com urgência, que a Prefeitura de Camaçari reponha todos os itens de higiene distribuídos pela Secretaria de Saúde (Sesau), e que estão em falta nas farmácias. De acordo com relatos dos cadeirantes, há 3 meses eles só recebem gaze e sonda, o que não é suficiente para manter a higiene. “Precisamos de fraldas, luvas, soro e outras coisas, para manter nossa saúde. Disse Isac Oliveira,


O presidente da União dos Deficientes de Camaçari (UDEC), Elenilson de Jesus Santos, desabafou em relação ao momento de dificuldade que os cadeirantes estão vivendo. “A quase dois anos que ouvimos uma conversa de licitação, de fabricante, de fornecedor, e na realidade isso pra mim é enrolação. Muitos necessitam desses materiais e não possuem condições financeiras de comprar, e estão em estado degradante.  O município tem verba pra isso, falta interesse do gestor, essa é a nossa realidade, estamos sendo maltratados”.


“Nós não sabemos mais o que fazer, pois já procuramos o Ministério Público, o próprio prefeito, o secretário de saúde e nada foi resolvido. Não temos um problema pessoal com essas autoridades e eles precisam resolver essa questão, é preciso ser tomada uma decisão por que estamos sofrendo e pedindo socorro”, declarou o Presidente do Conselho das Pessoas com Deficiência em Camaçari, Jailson Ferreira.


O ouvidor do município, Osvaldinho Marcolino pontuou que já tinha conhecimento do caso e recomendou que os cadeirantes procurassem a ouvidoria para registrar uma manifestação. “Nós temos a legitimidade de junto a secretária de saúde e ao gabinete do prefeito para que a gente busque uma solução o mais rápido possível. Não faltou boa vontade de Elinaldo, mas sabemos que isso já deveria ter sido resolvido”.


Osvaldinho foi questionado também em relação ao elevador de acesso ao gabinete do prefeito, que está quebrado há seis meses, o que é mais um empecilho para os cadeirantes conversarem com o chefe do executivo. “Nós já cobramos essa questão e tudo que for preciso para dar uma melhor qualidade de vida para essas pessoas vamos fazer. Sabemos que eles já têm um fardo da deficiência para carregar e o que pudermos fazer, os tratando com humanidade, vamos fazer”, finalizou o ouvidor.

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